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Que merda é essa?

Por onde vamos? A concentração em frente ao restaurante Paz e Amor, na Garcia d’Ávila com Nascimento Silva, em Ipanema. Às 15h, o bloco sai e pega a Av. Vieira Souto, em direção ao Leblon. A dispersão é no Jardim de Alá.

Ipanema, Zona Sul.

10 de fevereiro (domingo de Carnaval)

Às 15h, no Bar Paz e Amor, na Rua Garcia D’Avila com Nascimento e Silva

Cor: Marrom, por razões óbvias.
O Grêmio Recreativo Esportivo Cultural Bloco Carnavalesco “Que Merda é Essa?!”, nome inspirado em um bloco de Olinda, fez seu primeiro desfile no Carnaval de 1995 com a ideia de reunir músicos, cantores e compositores amadores. No seu primeiro samba-enredo, cantava: “Minha gente, vamos nessa / É merda no Carnaval!”, se referindo à qualidade musical de seus componentes. Mas, já no ano seguinte, o bloco passou para a crítica política, e a “Merda” passou a ser algum fato em evidência no momento nacional. Uma boa mudança…

No início o bloco tinha uma característica bairrista e era frequentado por moradores de Ipanema, vizinhos de sua concentração, amigos e convidados. Também tinha um contingente dos bairros do Flamengo e Laranjeiras e chegou a fazer muitos ensaios na Praça São Salvador.

Com seu crescimento, nos anos recentes, ganhou a adesão de um novo público especialmente de jovens e turistas (nacionais e estrangeiros), que vêm à Ipanema especialmente para curtir o Carnaval. O bloco é dirigido por dois engenheiros (talvez por isso seja tão bagunçado), Paulo do Cavaco e Floriano.

Em 2012 foi criado o “Que Caquinha é Essa?!”, um bloco filho ou neto do Que Merda é Essa?! Um baile infantil é promovido na concentração com duração de 1h30. É um dos poucos bailes infantis de rua que tem na cidade, e certamente as crianças serão o futuro da “Nação Quimerdense”.

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samba

Lá vem o Ipanema

Paulo do Cavaco, Joana do Gogó, Margarete Sabe Tudo, Flávia 171

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Lá vem o Ipanema
O bonde que nunca viaja vazio
Atrás, vem o Que Merda é Essa?!
Trazendo as mais lindas cabrochas do Rio

Ipanema não tem mais Zepelim
O tempo das dunas acabou
Que Merda é Essa?! a garota de Ipanema
Chega na praia espremida no metrô

Lá vem o Ipanema….

 

O treze parava bem pertinho
Do lugar pra onde a gente ia
Que Merda é Essa?! você quer descer na Farme
BRS vai parar só na Garcia

Lá vem o Ipanema…

Onde anda aquela Jangadeiro?
Saiu pro mar, ficou doidão, achou uma lata
Que Merda é Essa?! a paz esburacada
Acabou-se nossa praça tão amada

camiseta

personalidades e causos

Um dos causos mais curiosos do “Que Merda” diz respeito ao seu nome. Seus fundadores eram foliões do “Simpatia é Quase Amor” que, para eles, estava se tornando muito grande. Resolveram então buscar uma alternativa para brincar um Carnaval mais tranquilo e “entre amigos”. Por isso criaram o “Que Merd... ler mais

Um dos causos mais curiosos do “Que Merda” diz respeito ao seu nome. Seus fundadores eram foliões do “Simpatia é Quase Amor” que, para eles, estava se tornando muito grande. Resolveram então buscar uma alternativa para brincar um Carnaval mais tranquilo e “entre amigos”. Por isso criaram o “Que Merda” e os dois blocos desfilam no mesmo dia, quase na mesma hora, e se encontram na praia de Ipanema.

Talvez esta proximidade tenha gerado a lenda repetidamente contada, e algumas vezes impressa, que diz que o “Que Merda” nasceu de um grupo de foliões embriagados do “Simpatia”, que errou e saiu desfilando na direção oposta à que ia o bloco, se perdendo nas ruas de Ipanema, enquanto os componentes mais sóbrios gritavam inutilmente “Que merda é essa?! O desfile é pra cá!”…

Outro caso também relacionado ao nome é a criação do Seminário Nacional dos Blocos “Que Merda é Essa?!”, também conhecido como “Seminário Quimerdense”. Existem no Brasil muitos blocos com o nome “Que Merda é Essa?!”: no Estado do Rio tem o de Cabo Frio, que é mais antigo que o da capital, e o de Araruama. Recentemente os dirigentes foram procurados no bar Paz e Amor por um cidadão de um subúrbio do Rio, diretor do “Que Merda é Essa?!” de um dos bairros de lá. Ele trazia uma relação de endereços de blocos com o mesmo nome e propôs a ideia.

Há vários anos, a bateria do bloco é de Santa Teresa e comandada pelo mestre PH. São 70 ritmistas profissionais, com surdos, caixas, repeniques, etc., e mais um sem número de ritmistas “agregados”, que chegam à concentração com seus instrumentos para participarem da festa.